Adesão a seguros de saúde em baixa
Publicado: 2011-11-24 Tópico:Seguro Saúde
Apesar de não se verificarem desistências, Tomé Pedroso, administrador da companhia de seguros Tranquilidade, afirma que nos últimos tem-se verificado um decréscimo nas novas adesões a seguros de saúde.
Curiosamente, o recurso às urgências do privado têm aumentado cerca de 20%.
Perante esta realidade, poderiamos pensar que o sector privado corre o risco de ficar tão sobrecarregado como o público, no entanto, o responsável pela seguradora acima referida, não concorda. Antes, defende que as seguradoras conseguem racionar os custos, procurando qualificar quais os preços adequados e assim garantir os melhores cuidados para o maior número de pessoas que venham a contratar seguros de saúde.
Ressalve-se que o sector segurador representa 10% da despesa no sector privado, sendo que o restante valor é suportado pelo utilizador.
No seguimento do XXI Congresso da APDC, na temática "Saúde e Demografia", Rui Diniz, administrador da José de Mello Saúde alertou que o peso da despesa do Estado em saúde é muito grande e a tendência é para aumentar, dando inclusivé o exemplo que "o Estado gasta mais em saúde do que o IRS de todas as pessoas em Portugal".
Relembre-se que o Serviço Nacional de Saúde paga 65% da despesa em saúde e os particulares suportam 35% da despesa. Valores bem diferentes verificam-se noutros países, como por exemplo, nos Estados Unidos, onde a despesa do privado chega aos 45%.
Neste congresso foi feito o alerta para que haja uma melhor comunicação entre os sectores público e privado.
