Agricultura com prejuízos
Publicado: 2011-06-07 Tópico:Companhias de Seguros
Os prejuízos nos campos agrícolas devido às chuvas das últimas semanas são elevados, tendo o tomate registado uma quebra de 18 a 20 milhões de euros, uma vez que exporta 95% da produção, sendo por isso, estratégico para o mercado nacional.
Os produtores lamentam que não existam medidas de forma a serem criadas condições de reorganização do sector de forma a ser possivel recuperar a capacidade produtiva.
De acordo com o dirigente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP), Gonçalo Escudeiro, "o Estado é o grande cliente em matéria de seguros de colheitas. Tem que negociar, mas para isso é preciso ser bom pagador e ter um negociador que conheça bem o sector".
Do seu ponto de vista, em termos de seguros, o Estado já devia ter tratado de garantir a cobertura destas chuvas persistentes e alargá-la até 15 de Outubro, assim como não permitir que as seguradoras subam o valor dos prémios de tal forma que seja impraticável para a sobrevivência do sector.
Também o surto da bactéria potencialmente mortal E.coli está a diminuir a confiança dos consumidores, resultando em quebras no consumo de produtos hortícolas.
Os produtores até estavam à espera de um aumento do consumo, que é normal nesta época do ano, devido às festas dos santos populares e portanto, os prejuízos somam-se.
Os ministros da Agricultura europeus reúnem-se hoje para debater apoios para o sector afectado pelas quebras de consumo, no entanto, de acordo com o presidente da Portugal Fresh era bem mais importante as autoridades transmitirem uma atitude de confiança, de forma a influenciar positivamente o consumo, pois considera não haver razão para tanto alarido, até porque recorda que os produtores são submetidos a um grande controlo por parte de entidades como a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
