Atropelamentos continuam a roubar vidas
Publicado: 2010-11-04 Tópico:Seguro Automóvel
De acordo com dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, os atropelamentos continuam a ser uma calamidade no nosso país. Este ano, apenas no 1º semestre já foram atropelados 2950 peões, dos quais 56 perderam a vida.
Recorde-se o caso do atropelamento no Terreiro do Paço na madrugada de 2 de Novembro de 2007, em que a psicóloga, Maria Paula Dias atropelou de forma mortal duas mulheres, ferindo outra numa passadeira.
A única sobrevivente deste atropelamento, Rufina Rocha, apesar de ainda sentir dores intensas deste trágico acidente, a maior dor que tem é ter perdido a sua filha, Neuza Rocha, nessa passadeira.
O processo judicial já avançou, estando agora em fase de recurso. A arguida foi condenada a três anos de prisão efectiva, mas como interpôs o recurso está agora a aguardar a decisão do Tribunal da Relação de Lisba. Tem ainda a esperança de a pena ser trocada por uma suspensão ou trabalho comunitário, ou qualquer coisa que não implique ficar fechada num estabelecimento prisional.
Além da pena judicial, a arguida cumpre uma pena bem maior. Esteve dois anos à espera de julgamento, continua a aguardar a decisão do recurso, além de toda a sua vida pessoal e profissional ter sido profundamente afectada por tais acontecimentos.
A nível material já foi dada a compensação às famílias das duas vítimas mortais. Rufina Rocha, pela morte da sua filha, recebeu 400 mil euros da Seguradora Mapfre. Assim como, os familiares de Filipa Borges, a outra vítima, também já recebeu 210 mil euros.
Além das dores físicas que aquele fatídico acidente deixou no seu corpo, Rufina Rocha, a única sobrevivente, também vive diariamente com as marcas que ficam para sempre na mente devido à inconsolável perda que sofreu.
