Corte nas deduções com despesas de saúde
Publicado: 2011-09-09 Tópico:Seguro Saúde
Poderá ser já a partir de Outubro, que o Governo deixa de comparticipar as seguintes vacinas: a vacina contra o vírus do papiloma humano, que previne o cancro do colo do útero, da hepatite B e também contra o hemophilus tipo B, uma bactéria que provoca meningite e pneumonia, além de deixar de comparticipar as pilulas contraceptivas.
O objectivo será poupar 19 milhões de euros, no entanto, mesmo com o fim da comparticipação ficou garantido que estas vacinas continuarão a fazer parte do Plano Nacional de Vacinação, sendo a sua distribuição gratuita nos centros de saúde, assim como as pilulas. Só na farmácia é que as mesmas deixarão de ser comparticipadas.
Alguns organismos públicos vão deixar de existir, como o Instituto Português do Sangue e o Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT).
Quanto aos beneficios fiscais, a troika exige que se diminua a despesa e aumente a receita, o que passará pelo corte de 2/3 às despesas que os portugueses apresentam ao Estado em despesas de saúde. Além disso, ainda será estabelecido um tecto máximo à dedução desse valor. Aqui nem os seguros de saúde escapam e também estarão sujeitas a estes cortes nas vantagens fiscais.
No entanto, nem tudo é mau. Está a ser preparada uma maior distribuição de medicamentos genéricos, com o preço final estabelecido, no limite máximo de 40% do medicamento original.
Para já não existe ainda nenhuma decisão quanto a estas medidas, no entanto, existe a possibilidade de avançarem depois de serem avaliados todos os dados técnicos e cientificos que serão a base para qualquer decisão.
