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ARTIGO

DECO: Críticas à incerteza dos PPR

Publicado: 2010-10-20         Tópico:

Poupança

DECO: Críticas à incerteza dos PPR

Pedro Moreira, director da DECO Proteste pensa que a adesão a estas aplicações irá diminuir devido à diminuição dos benefícios fiscais e às constantes alterações introduzidas.

A propósito da 2ª edição da feira de poupança e investimento Infovalor, o referido director defendeu que os PPR e os certificados de aforro, assim como os produtos de investimento, em geral, devem ser mais estáveis para garantir a segurança dos investidores.

Conseguimos facilmente identificar as constantes alterações por exemplo, nos PPR - plano poupança reforma - que como já se sabe no Orçamento de Estado 2011 prevê-se estabelecer um tecto de 100 euros para o benefício fiscal resultante daquele produto de investimento ou nos seguros de vida.

Já para escalões de rendimento mais alto nem sequer há benefício. Nos últimos 5 anos esta é a 3ª alteração introduzida. Recorde-se que em 2005, o produto deixou de abater ao IRS e mais tarde voltou o incentivo com um montante máximo de 400 euros. Todas estas mudanças mostram bem a incerteza e falta de segurança que estas aplicações inspiram.

De acordo com Pedro Moreira, "...o produto [PPR] em si não irá morrer e o seu sucesso comercial vai depender da rendibilidade que proporcionar aos investidores".

Note-se que muitas pessoas faziam o sacrifício  de poupar para um PPR, pois compensavam esse esforço com o benefício fiscal. Esse era um dos principais objectivos na subscrição do PPR, além de claro, a vertente, poupança. No entanto, agora com os cortes previstos no OE 2011 é possível assistir a uma significativa diminuição na adesão a produtos quer de investimento, quer de poupança.

 



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