Desastres naturais comprometem seguradoras
Publicado: 2011-05-20 Tópico:Companhias de Seguros
Só os seis maiores desastres naturais custaram às seguradoras a nível mundial 138,4 mil milhões de euros, isto sem falar de todas as outras catástrofes, além dos danos físicos devido ao uso de amianto na área da construção em todo o mundo.
No ranking das seis maiores catástrofes naturais falamos do furacão Katrina, em Agosto de 2005; o sismo no Japão este ano, encontra-se na segunda posição, mas ainda não foram contabilizados todos os danos; o furacão Andrew na Florida em Agosto de 1992; o ataque terrorista de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, ocupa a 4ª posição; o sismo de Northridge, em Janeiro de 1994, em Los Angeles e o furacão Ike nos Estados Unidos, em 2008.
O furacão Katrina custou 51 mil milhões de euros às seguradoras, tendo causado 1800 mortes, além de afectar a extracção de petróleo e gás natural no golfo do México.
Apesar de estar em 2ª posição, o tsunami no Japão, ocorrido este ano, pode bem passar para o topo da lista, tendo em conta que os danos não foram ainda completamente contabilizados e que a economia japonesa é um dos maiores centros produtores mundiais. Para já contam-se 24,7 mil milhões de euros de danos cobertos por seguros.
Em 3º lugar, surge o furacão Andrew que mesmo não causando muitas vítimas mortais, felizmente, foi avassalador em termos económicos, pois foram accionados mais de 700 mil seguros, com 17,5 mil milhões de euros de prejuízos.
Também os ataques terroristas põem à prova a solidez financeira das companhias de seguro e falamos do ataque às torres gémeas de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, que causou danos no valor de 16,3 mil milhões de euros às seguradoras e 3.000 vítimas mortais.
No fundo da lista temos o sismo de Northridge, em Janeiro de 1994, em Los Angeles com danos no valor de 14,5 mil milhões de euros e o furacão Ike que causou 14,4 mil milhões de euros em perdas para indústria seguradora.
As catástrofes naturais são o "calcanhar de Aquiles" das seguradoras que têm que pagar aos segurados por prejuízos decorrentes de acontecimentos impossiveis de controlar.
