Erros médicos
Publicado: 2011-09-28 Tópico:Responsabilidade Civil
Foi realizado um inquérito pela DECO, no que respeita à percepção de erros na área da saúde, a 1575 portugueses, além de outros europeus participarem, como a Bélgica, Espanha e Itália, num universo de 4.600 pessoas.
O objectivo era saber a opinião dos portugueses sobre o risco de falhas na saúde, além de saber se os inquiridos já tinham sido alvo de procedimentos médicos incorrectos, e se fosse o caso, quais as medidas tomadas.
O estudo concluiu que são os hospitais públicos que geram mais receio, uma vez que a amostra considera que este é o local onde existe maior probabilidade de existirem erros médicos. Logo a seguir aparecem os lares de idosos e de seguida os hospitais privados.
Mais de metade dos inquiridos afirmou que tinha medo de ser vítima de erros médicos. Além disso, 1/5 revelou que acredita que o próprio ou familiar foi vítima de más práticas, nos últimos dez anos. No entanto, deste 1/5, apenas metade apresentou queixa, sendo que a restante metade não avançou com queixa por considerar que é sempre o paciente que perde nesta situações.
Várias razões foram apontadas para a negligência médica, entre elas: o pouco cuidado com os doentes, o cansaço, relacionado com elevado volume de trabalho e o reduzido número de horas de sono de médicos e de enfermeiros, a falta de preparação dos profissionais, aliada à pouca experiência e os erros no diagnóstico.
De forma a evitar este tipo de situações, a Associação sugere que seja obrigatório para os profissionais de saúde, um seguro de responsabilidade civil. Além disso, sugerem também a criação de um "regime de responsabilidade objectiva inerente à actividade médica que possa diminuir o recurso aos tribunais e/ou acelerar decisões, ou seja, face a um dano, o doente é compensado através do seguro, sem ter de demonstrar a culpa dos profissionais".
Finalmente, é bom relembrar que sempre que um doente considere que foi vítima de negligência médica, deve escrever no Livro de Reclamações e assim dessa forma a queixa será remetida à Entidade Reguladora da Saúde.
