Fukushima - Central nuclear desactivada, venham as indemnizações
Publicado: 2011-03-31 Tópico:Sociedade
Recorde-se que foi a 11 de Março que se deu a tragédia do sismo e tsunami na região Nordeste do Japão.
Esta tragédia começou a produzir os seus efeitos imediatamente, em especial no que toca à central nuclear de Fukushima que foi danificada pelo sismo e desde aí tem sido perseguida devido à forma como está a reagir para a resolução desta situação.
As dúvidas sobre como reagir perante tal catástrofe são muitas. Por um lado as autoridades nipónicas pensam se devem cobrir os edificios atingidos com um material que não permita a propagação de substâncias radioactivas, por outro lado, pensam se devem rever os planos que consideravam a construção de mais 14 centrais nucleares até 2030.
A radiação registada na água do mar continua a aumentar e já ultrapassa em milhares o valor legalmente permitido, daí estarem a ser tomadas medidas alternativas de abastecimento de electricidade.
O problema é que os especialistas não acreditam que esta crise nuclear tenha um fim próximo à vista, no entanto, a empresa já está a tratar das compensações para os que sairam afectados a nível de saúde, devido à radioactividade.
Além das indemnizações é preciso pensar no combustível que a empresa vai gastar para manter em funcionamento as suas centrais térmicas entre outras. Para agravar a situação, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) já fez a recomendação de se alargar a zona de evacuação de pessoas próximas de Fukushima, o que significa mais pessoas a terem que se deslocar e consequentemente haverem mais pedidos de indemnizações.
A boa notícia é que o Governo pode vir a contribuir para o pagamento destas compensações, além disso, tendo em conta um lei japonesa, poderá ser o Governo a pagar tudo, pois no caso de catástrofe natural que cause danos numa central nuclear, esta pode ficar isenta de pagar as despesas decorrentes do acidente.
