Mais subsídio de desemprego, menos reforma
Publicado: 2011-04-26 Tópico:Poupança
A convite de Pedro Passos Coelho, líder do PSD, foi criado o grupo de reflexão "Mais Sociedade". No âmbito de diminuir a despesa com o subsídio de desemprego, uma das propostas que irá ser discutida é a de o recurso ao subsídio de desemprego ter como consequência a redução da pensão de reforma.
Tal significa que quanto mais tempo alguém estiver no desemprego a receber o respectivo subsídio, menos direitos terá na reforma.
Outra proposta é que o valor do subsídio diminua gradualmente à medida que vai avançando o tempo de desemprego.
Outra medida seria implementar o regime austríaco em que seria criado um fundo para financiar situações de desemprego quer voluntário, quer involuntário. Esta medida aliada a que por cada ano de descontos para a Segurança Social, se tivesse direito a mês de subsídio.
Também se coloca a hipótese de aplicar penalizações a empresas que com maior frequência recorram a despedimentos.
Com todas estas medidas pretende-se incentivar o rápido regresso ao trabalho, além de reduzir a despesa pública e atingir uma poupança entre 100 e 150 milhões de euros.
Além disso, procura-se criar justiça e acabar com a desigualdade entre os que trabalham toda a vida e se reformam e os que passaram parte da sua vida desempregados e depois se reformam.
Estas propostas já suscitaram algumas críticas, nomeadamente da ministra do Trabalho, que considera que poderão prejudicar as negociações com o FMI; assim como da UGT, que comenta que obviamente é necessário poupança na Segurança Social devido ao défice público mas tal "não implica que se disponha livremente da vida das pessoas".
