O Estado não é nenhuma seguradora
Publicado: 2011-06-17 Tópico:Sociedade
Foi ontem no Porto, que a Câmara no âmbito dos Grandes Debates do Regime, discutiu o tema: "O papel do Estado e os limites da sua intervenção".
António Lobo Xavier, ex-deputado do CDS-PP, defendeu que o Estado português e não só, já produz bens e serviços públicos em diversas áreas, falamos portanto, da educação, a saúde, a justiça, a defesa, a segurança, mas a sociedade é cada vez mais exigente e acha que tal não é suficiente e o Estado devia fazer muito mais.
O ex-deputado alegou que a sociedade considera o Estado como uma enorme companhia de seguros a quem pedimos responsabilidades por tudo o que aconteça.
No entanto, o certo é que nunca se parou para pensar no "tamanho dessas tarefas, o gigantismo dessas tarefas com a pequenez da nossa economia".
O problema é que o Estado sempre foi conduzido pelas estratégias dos agentes económicos privados e portanto, nunca elaborou uma política para a economia mas antes, fez da economia as suas políticas.
Também o presidente da Câmara, Rui Rio, acredita existir a necessidade de o Estado diminuir o papel tão crucial que tem na economia e na sociedade de uma forma geral.
