Ourivesarias na mira
Publicado: 2010-12-13 Tópico:Companhias de Seguros
É dramático o que as ourivesarias estão a passar pois desde 1 de Novembro até 6 de Dezembro registaram-se 53 assaltos, resultando numa média de 2 por dia.
A gravidade da situação é tal que a Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP) pretende reunir-se com o ministro da Administração Interna para abordar o assunto.
Outra questão é que uma boa parte dos assaltos não chega a ser do conhecimento público porque por segurança ou outros motivos os comerciantes e ourives preferem que não se saiba do sucedido.
É opinião comum que as autoridades políticas deveriam intervir, já que ultimamente o ouro tem valorizado, daí ser tão fácil vender ouro roubado e aí está a razão dos assaltos em Portugal terem subido tão drasticamente.
Um dos principais problemas para os ourives e comerciantes de ouro é fazer um seguro. É muito difícil contratar uma apólice que permita continuar com a porta aberta, fazendo com que no caso de assalto, o prejuízo recaia todo sobre o ourives.
Mesmo com seguro, segundo José Carlos Santos, ourives do Porto, as seguradoras conseguem escapar-se a pagar a perda dos assaltos.
Infelizmente, muitos são os ourives que recorrem às armas para se defenderem a si e ao seu património. Cada vez mais apostam em sistemas de segurança, como câmaras, gradeamento interior com alarme, sistema de fumo, que faz com que quando alguém entra na loja o espaço fique completamente opaco.
Apesar de totalmente desaconselhado, os ourives e comerciantes não têm saída senão ter uma arma na loja e sempre que necessário enfrentar os ladrões, o que por vezes, pode ter um fim trágico.
