Podem vir a desaparecer seguradoras
Publicado: 2010-11-26 Tópico:Companhias de Seguros
O sector dos seguros está sujeito a algumas fragilidades.
Por um lado, existe muita concorrência, daí a enorme rotatividade dos clientes, que se acharem que outra seguradora oferece melhor preço, não hesitam em mudar de imediato.
Por outro lado, grande parte dos clientes encara os seguros como obrigações e não como formas de protecção.
Se alguém tem um seguro automóvel é porque é obrigatório e não porque o cliente está a pensar em se salvaguardar em caso de acidente. Quem fala em seguro automóvel fala também no seguro de incêndio na compra de casa, no seguro de acidentes pessoais no caso de trabalhador independente, etc.
Outra fragilidade da área seguradora é que funciona um pouco por consequência de outros sectores, como é o caso da Banca. Por exemplo, um seguro de vida está naturalmente associado a um crédito habitação, é aliás condição obrigatória. O que significa que com a crise como existe a hipótese de diminuírem os créditos habitação, consequentemente, vão diminuir as contratações de seguros de vida.
Um dos problemas é que as seguradoras na competição pela conquista do maior número de clientes entrou numa guerra de preços, especialmente no seguro de acidentes de trabalho e seguro automóvel, que não vai ser sustentável no próximo ano porque o mercado não cresce e tendo em conta o valor dos prémios e os custos de sinistros constata-se que muitas seguradoras já estão a perder dinheiro.
Portanto, das duas, uma: ou os preços vão aumentar, ou algumas companhias poderão ter que fechar portas.
