PPR: Comissões elevadas
Publicado: 2010-10-07 Tópico:Poupança
Estes dados são fruto de um estudo efectuado pela DECO Proteste que analisou 76 produtos.
Verificou-se que os PPR praticam comissões de subscrição, em média, 13 vezes superiores a outros produtos semelhantes, como é o caso dos fundos mistos defensivos.
Tendo em conta que a política de investimento dos fundos de investimento mistos é semelhante à dos PPR, verificam-se diferenças significativas.
Tomemos o exemplo dos fundos de investimento mistos que cobram uma média de 0,1% por entrega, enquanto os seguros PPR de capital garantido chega ao valor de 1,3%, isto é, 13 vezes mais.
Se analisarmos um outro exemplo, que aliás se recusou a fazer parte do estudo da Proteste Poupança, o Prévoir PPR cobra 5,26%, o que significa que já estamos a falar em quase 53 vezes mais.
De acordo com a revista, os fundos PPR que tenham uma maior componente de acções são os mais caros. Os fundos neutros por norma praticam uma taxa de 1,7%, os agressivos 2% e os defensivos 1,2%.
Outra crítica apontada pela DECO é que há pouca segurança nestes seguros, por muitos não garantirem o capital. Além disso, na situação de fraude ou a própria falência da entidade - Seguradora ou Banco, o sistema de protecção existente pode não ser o suficiente para indemnizar o consumidor.
No artigo refere ainda que em 2009, 3,3 mil milhões de euros foram depositados em PPR pelos portugueses, o que significa que apenas num ano "as Seguradoras encaixaram 37 milhões de euros mais do que as sociedades gestoras de fundos mistos."
Nestas condições, a DECO tendo já reivindicado junto do Ministério das Finanças, ao Instituto de Seguros de Portugal e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM); sugere que "além de reservas técnicas, deveria existir um mecanismo compensatório independente da seguradora".
Ainda de acordo com o que se pode ler no artigo, a verdade é que os bancos e as seguradoras vão alimentando os cofres graças aos benefícios fiscais.
