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ARTIGO

PPR em decadência

Publicado: 2011-11-21         Tópico:

Poupança

PPR em decadência

O Orçamento de Estado para 2011 veio baixar bastante o tecto máximo dos beneficios fiscais dos PPR. Enquanto antes, o beneficio fiscal máximo era de 400€, agora é de 100€, o que representa um forte desincentivo ao investimento neste produto de poupança.

Além da questão dos beneficios fiscais, que implicam um claro abandono das poupanças de médio longo prazo, a verdade é que novas realidades implicam novos hábitos de poupança.

Actualmente, os bancos oferecem produtos de poupança, nomeadamente, depósitos a prazo com taxas de juro muito mais atractivas que as dos PPR, o que segundo o Instituto de Seguros de Portugal (ISP), prejudicou a adesão a poupança de médio e longo-prazo. Outra vantagem dos depósitos a prazo é a elevada liquidez existente. Esta torna-se um requisito fundamental para as familias que procuram ter dinheiro imediatamente disponivel no caso de necessidade, o que não acontece com os planos poupança reforma, que não oferecem qualquer liquidez.

Outro problema dos PPR é o seu fraco desempenho, uma vez que apenas 4 dos 35 fundos PPR, cuja rendibilidade é divulgada pela APFIPP, estão positivos nos últimos 12 meses.

A DECO desaconselha a subscrição de PPR e para quem já tem um, a associação sugere que não sejam efectuadas mais entregas e que no caso de insatisfação seja feita a transferência para outro PPR, de forma a não ter que devolver os beneficios fiscais já recebidos.

 



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