Prémios recheados de encargos
Publicado: 2010-11-17 Tópico:Contratos de Seguros
Pagamos o prémio de seguro sem dar muita importância ao que estamos a pagar pois também a verdade é que o recibo não vem discriminado com o valor do prémio de cada cobertura, então só conseguimos ver o bolo total. A verdade é que são cobrados encargos adicionais, mas que só incidem sobre algumas coberturas, ou seja, ficamos também sem saber se o valor está correcto.
Ao pagar um seguro, estamos a pagar encargos que revertem a favor do Estado ou serviços públicos de utilidade social e económica.
Deixamos aqui alguns exemplos:
- Seguro automóvel:
Fundo de Garantia Automóvel (FGA) que serve para indemnizar os lesados por acidentes, quando se desconhece o responsável ou este não tem contrato de seguro, que corresponde a 2,5% do prémio comercial da cobertura de responsabilidade civil obrigatória. No recibo não aparece o valor desta cobertura, pelo que ficamos sem saber se foi correctamente cobrado. Ainda neste seguro, também 0,21% do prémio é para a Prevenção Rodoviária.
- Na primeira vez ou de cada vez que altere o contrato de seguro paga à volta de 5 euros do custo da apólice ou acta, que correspondem aos encargos administrativos da emissão do documento.
- Se quiser fraccionar o pagamento e fazê-lo semestral ou trimestral ou até mensalmente, saiba que vai pagar encargos de acordo com o número de fracções em que divide o pagamento do prémio. Mas este encargo pode evitar se pagar por débito directo.
- Outro encargo cobrado nos seguros de vida, saúde, automóvel, acidentes de trabalho e pessoais é para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e que normalmente são 2%.
- O imposto de selo que dependendo do seguro pode variar entre 5% a 9% do prémio comercial vai direitinho para o Estado.
- Também a Carta Verde que correspondem ao período regularizado, se 3, 6 ou 12 meses.
- Seguro Acidentes Trabalho: Neste tipo de seguro tem que pagar 0,15% do salário seguro para o Fundo de Acidentes de Trabalho, o qual garante o pagamento de salários em dívida por acidentes de trabalho para as situações em que a empresa declarar falência.
- No caso de seguro de incêndio também paga 13% para o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNB) ou então 3,9% num seguro multirriscos-habitação.
Além de nos seguramos a nós próprios temos que contribuir para indemnizações de pessoas que foram lesadas por acidentes automóveis e o culpado não tem um seguro válido.
Também temos que pagar pela eventualidade de haver um incêndio ou catástrofe natural e assim garantir a protecção de bens e pessoas. Por exemplo, para o INEM poder socorrer as vítimas de acidente ou doença súbita temos que juntamente com o nosso seguro pagar uma parcela para essa contribuição.
