Seguradoras "de costas voltadas" para os agricultores
Publicado: 2011-09-06 Tópico:Outros Seguros
De acordo com o dirigente da Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP), Gonçalo Escudeiro, tanto o ministério da Agricultura, como o das Finanças já aprovaram a portaria que autoriza o alargamento dos seguros, assim como a inclusão das chuvas persistentes. No entanto, mesmo assim, as seguradoras recusam-se a fazer essas apólices.
O dirigente recorda que no ano passado estes seguros sofreram aumentos no prémio de seguro na ordem dos 300% e curiosamente não houve sinistros. Agora este ano, que o sector enfrentou chuvas persistentes não há seguro que faça face aos prejuízos de milhões de euros.
O pedido de prolongamento de seguro até 15 de Outubro deve-se ao facto de o tomate ter sido semeado mais tarde, devido às fortes chuvas de Abril.
Os agricultores apenas lutam pelo seu direito a ver as suas colheitas seguras, tal como já acontece noutros países europeus.
A recusa por parte das companhias de seguros em fazer as apólices poderá estar relacionada com a dívida do Estado às seguradoras, segundo o ministério da Agricultura, dívida essa acumulada ao longo dos últimos anos no âmbito da revisão do Sistema Integrado de Proteção contra as Alterações Climáticas.
