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Seguro de saúde usado como isco para burla

Publicado: 2010-11-05         Tópico:

Seguro Saúde

Seguro de saúde usado como isco para burla

A vítima, Alice Ribeiro, residente em Vila nova de Gaia, de 49 anos, e reformada por invalidez, foi enganada por alguém que alegou ser funcionário do tribunal, e que a levou a fazer uma transferência de 1.200 euros, supostamente para receber esse mesmo valor do seguro de saúde.

Segundo o relato da vítima, a mesma foi contactada na terça-feira pelas 9 da manhã, tendo ao início estranhado o telefonema, pois não se recordava de ter feito qualquer seguro de saúde, aquando da sua reforma.
Mas como o burlão confirmou todos os dados de Alice Ribeiro, nome completo, morada e número de telemóvel, tal conferiu credibilidade a toda a história.

Alice dirigiu-se ao multibanco tal como o homem indicava, e realizou a operação para a transferência e para então mais tarde ser reembolsada desse valor. Devido à falta de experiência na realização de operações no MB, a vítima seguiu todos os passos, carregando nos botões indicados pelo burlão. No final é que se apercebeu que foi o seu dinheiro que saiu da conta e contactou de imediato o número pelo qual foi contactada para esclarecer a situação, ao que o criminoso respondeu que não tinha com o que se preocupar pois era normal e provavelmente ao final do dia já teria o montante disponível na conta.

Entretanto, dirigiu-se ao posto da GNR para apresentar queixa. A conta para onde o dinheiro foi transferido foi fechada poucas horas após a burla e ao que se pôde apurar, a mesma estava em nome de um  toxicodependente que terá usado documentação falsa na instituição bancária.

Mais tarde, Alice tentou novamente contactar o número mas sem sucesso, estava sempre desligado. A mesma acredita que com certeza é alguém da vizinhança, para saber tantos dados pessoais.
Agora, envergonhada e revoltada com toda esta situação, Alice só quer que o burlão seja apanhado e claro, reaver o seu dinheiro.

Este é um caso entre tantos, já que uma outra popular forma de burla são os pedidos de angariação de dinheiro para ajudar na cura de uma doença rara, por exemplo, sendo que normalmente, o doente é sempre uma criança, de forma a sensibilizar as pessoas e levá-las a contribuir.
Tal aconteceu com Ana Terceiro, mãe de uma criança de 19 meses que já nasceu com uma doença rara neurológica e que veio a saber que alguém andava a angariar dinheiro através da internet, divulgando um NIB para transferência de fundos em nome do seu filho.

 



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