Seguros devido a alterações climáticas
Publicado: 2010-11-02 Tópico:Companhias de Seguros
Com o objectivo de atenuar os efeitos de temporais como os dos últimos dias, que provocou imensas inundações, irá ser realizado um estudo para avaliar o impacto das alterações climáticas, que apontam para a subida do nível do mar e para a existência de cheias mais frequentes e intensas.
Apesar de este estudo resultar de uma directiva comunitária aprovada este ano, as Seguradoras já se anteciparam, de forma a tomarem conhecimento de forma rigorosa sobre os riscos envolvidos e então calcular os respectivos prémios de seguros.
Segundo declarações de um especialista em alterações climáticas, que irá coordenar este estudo, Filipe Duarte Santos, será averiguado tanto o risco de inundações fluviais como marítimas. Zonas como as rias de Aveiro e Formosa e os estuários do Sado e Tejo são as zonas mais frágeis, mas mesmo assim há que verificar com exactidão os riscos e possíveis estragos associados.
A Associação Portuguesa de Seguradores é que solicitou e financia este estudo, que deverá durar 3 anos.
Este tipo de estudos que resultam em cartas de risco de incêndio, ou sismo, ou, neste caso em concreto, carta de risco de cheias existem para aperfeiçoar os meios de prevenção, além de diminuir os danos provocados. Quando estiver pronto este documento pode ser utilizado pela Protecção Civil que poderá definir os diferentes níveis de alerta e disponibilizar os meios de socorro, quando necessário.
A directiva europeia exige que numa primeira fase se identifiquem as zonas potencialmente inundáveis, isto até 2011.
De seguida, até 2013, é necessário caracterizar o risco de cada uma das zonas identificadas.
Filipe Duarte Santos reconhece que na Europa já se assiste a estas alterações climáticas há algum tempo, e que Portugal cada vez mais tem sofrido estas mudanças, especialmente no que toca às inundações e às vagas de calor.
