Será o fim da ADSE?
Publicado: 2011-08-05 Tópico:Seguro Saúde
Alguns elementos da classe médica consideram que a medida da troika para a extinção progressiva de todos os subsistemas de saúde até 2016, para conter a despesa, pode não vir a cumprir com os objectivos propostos.
Isto porque, fazendo as contas, a ADSE tem 1 353 272 beneficiários, cerca de 12% da população, e tomando em consideração valores de 2009, cada beneficiário custa menos ao erário público que um utente do SNS cerca de 311 € menos, isto porque um utente do SNS custa 938 €/ano, enquanto um beneficiário da ADSE custa 627,00€/ano.
Além deste facto dos custos, impôe-se outra questão: com o desaparecimento da ADSE, a procura pelo Serviço Nacional de Saúde vai ser bem maior, sendo esta uma entidade que já sente dificuldade em dar resposta aos actuais utentes, pois está completamente saturada, provocando também uma maior despesa, deitando por terra qualquer objectivo de poupança.
Tendo em conta estes factos, há quem defenda que deveria acontecer exactamente o contrário, ou seja, acabar com o SNS e alargar a ADSE ou até criar outros subsistemas de saúde, ou seguros de saúde do tipo da ADSE de forma a assim sim conseguir gerar verdadeira poupança.
Desta forma, iriamos acabar com o problema das filas de espera, pois haveria concorrência o que contribui para uma melhor relação custo/benefício, aumentando a qualidade do serviço para o cliente. A liberdade de escolha contribui para o crescimento da confiança nos serviços de saúde, além de fomentar o aparecimento de uma maior oferta de instituições.
O objectivo de centralizar tudo no mesmo organismo - SNS - tem resultados negativos não só para a saúde como também para a economia, pois o tempo perdido numa urgência é tempo desperdiçado afectando a produtividade no trabalho, a falta de assistência médica leva a baixas desnecessárias, traduzindo-se em menos pessoas a produzir.
Vamos aguardar para ver se esta medida irá de facto avançar ou se surgirão novas propostas que sugiram outras alternativas.
