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ARTIGO

Testes Europeus: Seguradoras Aprovadas

Publicado: 2011-03-16         Tópico:

Companhias de Seguros

Testes Europeus: Seguradoras Aprovadas

O anúncio foi feito pela EIOPA - Autoridade europeia dos seguros e fundos de pensões, que afirma que as seguradoras portuguesas apresentam um elevado nivel de capitalização.

Os resultados surgem no seguimento do 5º Estudo de Impacto Quantitativo (QIS 5), que mostram a confortável situação financeira dos seguros em Portugal e na Europa, apesar de as nacionais se encontrarem entre as mais bem cotadas entre os países europeus. Este estudo serve para medir o impacto do regime de Solvência II, que entrará em vigor a partir do ano de 2013.

Mas coloca-se a questão: O que é isto de regime de solvência II?

A partir do momento que foi criada a União Europeia, foi criado também um mercado único, uma moeda única, isto é, o objectivo é eliminar todas as barreiras existentes em cada país e caminharmos para a união em todos os sentidos.
Os seguros não podem ficar de fora na prossecução deste objectivo comum, pelo que foi necessário também acabar com todos os constrangimentos que pudessem haver no exercício da actividade seguradora no espaço europeu. O objectivo é assegurar os direitos dos segurados e garantir o acesso a todos os cidadãos comunitários ao maior número de produtos de seguro possível.

Para garantir esses direitos, foi criado o regime de Solvência I, que pretendia um reforço das garantias existentes, nomeadamente através do aumento dos fundos de garantia exigidos. O regime Solvência II é apenas a continuação do 1º projecto, com pequenas alterações. Devido a vivermos num mundo em constante mudança, é sempre necessário reajustar medidas, adequar as regras à realidade existente, daí a criação deste 2º projecto.

Este 2º trabalho que entrará em vigor em 2013, baseia-se na determinação dos requisitos de capital, tendo em conta o perfil de risco assumido pelas companhias de seguros, assim como a forma como estes são geridos.

Quanto a números, a maior parte das seguradoras apresenta um rácio entre os 120% e os 200%, entre os capitais disponíveis face aos que são minimamente exigidos pelo Solvência II.

Outro resultado deste estudo é que para as companhias do Ramo Vida, o risco de mercado, ou seja, risco de taxa de juro, risco de spread, é a componente com mais peso nos requisitos de capital. Nas companhias do Ramo Não Vida, o risco de subscrição é o que representa o maior peso, nomeadamente, o risco de catástrofes.

De acordo com declarações da EIOPA, "O rácio de solvência médio do sector segurador português terá, portanto, permanecido num nível relativamente confortável em ambiente de Solvência II".



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