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ARTIGO

Vale a pena ter seguro de arte?

Publicado: 2011-11-10         Tópico:

Seguro de Arte

Vale a pena ter seguro de arte?

O primeiro caso é até um pouco bizarro e passou-se na Alemanha, no museu Ostwall, local onde estava exposta a obra de arte. 

Tratava-se de uma obra, mais concretamente, uma torre de 2,5 metros de tábuas de madeira, cujos cinco pés foram pintados pelo artista plástico Martin Kippenberger, com uma goma preta e que estava avaliada em 800 mil euros.

Mesmo após ser alertada que não poderia se aproximar a menos de 20 centímetros das obras, a empregada de limpeza vendo a cor preta na obra, achou que se tratava de humidade pelo que esforçou-se ao máximo por limpar a dita sujidade.

A sorte é que a obra tinha um seguro de arte, o que vai permitir diminuir o prejuízo do museu e do coleccionador, no entanto, o estado original da peça nunca será recuperado. Assim como também será dificil recuperar a imagem do museu, que tem que provar que existe a garantia de que este se trata de um local onde peças de arte podem ser guardadas com segurança.

Outro caso bizarro passou-se no nosso país, em que um artista italiano Alberto Magrin, terá urinado sobre uma instalação do artista  brasileiro Flávio Cerqueira, como forma de protesto contra a Bienal de Vila Nova de Cerveira.

Supostamente, além do artista italiano, vários artistas queixaram-se das condições em que as obras estavam expostas, sendo que a obra de Magrin estava exposta na casa-de-banho.

Perante esta situação, o artista tentou activar o seu seguro, mas como a Fundação Bienal de Cerveira  se recusou a pagar qualquer valor e a seguradora também não dá razão à reclamação efectuada, o processo foi encerrado. Consta que Magrin foi convidado a visitar o evento para ver a nova localização da sua obra, pois o espaço  foi encerrado durante alguns dias para readaptação do espaço e reorganização das peças de arte. Não aceitou o convite e ainda pediu uma indemnização de 35 mil euros e/ou a compra da sua obra no valor de 13.000 euros.

Como forma de protesto, o artista terá-se auto-retratado a urinar sobre outra obra e enviado a fotografia para a Fundação.



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