Vender seguros e hospitais da CGD estão nos planos de Passos Coelho
Publicado: 2011-04-13 Tópico:Contratos de Seguros
Passos Coelho defende que a participação do Estado nas empresas deve diminuir pois acredita que o Estado não pode suportar empresas "que duplicam prejuízos em 4 anos".
Quanto à questão especifica da CGD - Caixa Geral de Depósitos, o líder do PSD reforça a ideia que o grupo deve "sair rapidamente de áreas que não têm a ver com o essencial da sua intervenção mais financeira: deve poder alienar uma parte dos seguros e dos hospitais". Acredita-se que tanto a área seguradora como a de saúde devem ser vendidas.
Além desta questão da Caixa, Passos Coelho considera que até agora as medidas de austeridade aplicaram-se às famílias e às empresas, mas agora também o Estado deve submeter-se a estas medidas.
Confrontado com o argumento que não se aceitaram as medidas do PEC 4 e que agora com o FMI vão ser medidas bem mais duras, o líder responde que tentará negociar uma austeridade "centrada no Estado", pois não podemos penalizar as empresas, que essas sim, "criam crescimento e não o Estado".
Apesar do programa do PSD ainda não ter sido divulgado, existem dois aspectos do programa que já são conhecidos, um "programa emergência social (para apoiar os mais jovens e mais idosos em risco) e uma estratégia de médio e longo prazo de aposta na economia e na poupança pública".
O PSD aproveita para lançar o apelo ao voto e reafirma que só existem condições para o PSD governar se for com maioria absoluta, pois de outra forma não se consegue implementar um programa de recuperação económica. Deixa também no ar que aceita coligações com o CDS e até o PS, excepto José Sócrates.
No dia 5 de Junho veremos o desfecho desta história. O importante é que como cidadãos sejamos responsáveis ao ponto de exercermos o nosso direito de voto, mas também um dever que nos assiste como portugueses.
